Um dos maiores empresários da Bahia é destaque em jornal. Confira!

LUIZNa semana passada o empresário baiano Luiz Mendonça Filho (foto)  foi destaque em uma super matéria no Jornal A Tarde assinada pela jornalista Juliana Brito.

 

Fundador do Grupo LM, cujo faturamento anual é de R$ 700 milhões, Luiz Mendonça Filho, 64 anos, é um empreendedor nato. Natural de Cairu, começou a ganhar dinheiro aos 9 anos, vendendo fósforos na feira de Água de Meninos, em Salvador. Com mais de 30 anos de atividade, o grupo já está presente em todo o Brasil e engloba diversos negócios: a LM, de terceirização de frotas corporativas – quinta maior do país nesse setor -; a concessionária Bravo Caminhões e Ônibus, terceira maior no segmento; e a AuraBrasil, locadora de máquinas e equipamentos na área de plataformas aéreas, a quarta maior nesse nicho. De menino “doido” e “impaciente”, Luiz passou a “psicólogo” da sua equipe de mais de 800 funcionários, focado em motivá-la. Para isso, tem se valido de recursos como a arte, na qual investe dentro e fora da LM, e, claro, do próprio entusiasmo em crescer. A expansão é, aliás, o caminho escolhido para driblar a má fase da economia. “Vamos ampliar, empregar mais, para participarmos de uma parte maior desse bolo menor da economia”, afirma o entrevistado da série com grandes empresários da Bahia.

Como nasceu a LM, ou melhor, qual é a história do empresário Luiz Mendonça?
Esse empresário surgiu aos 9 anos de idade. Sou filho de Cairu e aos 5 anos de idade, para poder educar os filhos, meu pai nos trouxe para Salvador. Ele veio para fazer uma sociedade com um amigo dele, no mercado popular de Água de Meninos. Indo levar a marmita de meu pai na feira, começou a despertar em mim a vontade de ser empreendedor. Queria comprar e vender alguma coisa. Passei a vender caixas de fósforos. Comprava o pacote e o vendia no varejo de caixinhas. E a partir daí trabalhei por conta e risco, sem carteira assinada. Até quando fiz 18 anos e montei a primeira empresa formal, de táxi.

Como conseguiu capital para montar um negócio aos 18 anos?
Da venda de caixas de fósforos. Comprava um pacote com 20 caixas e, de repente, observei que estava limitado no volume que vendia. Comecei a pegar aqueles meninos que eram chamados de pivetes, na feira, e os nomeei como empresários-parceiros. Eu, de um pacote por dia, passei a vender cinco e dividia o lucro com eles. Meu lucro aumentou bastante. E, claro, com 11 anos, eu, que nunca tinha tido uma bicicleta, com o dinheirinho que ganhei, comprei uma. Só que a minha impaciência foi tão grande que, com uma semana, montei uma agência para alugar bicicletas. Depois, comecei uma granja em sociedade com um amigo meu. Na verdade, eram 25 frangos criados no quintal. Combinei que nós venderíamos esses pintos com a idade de 70 dias. Não sabia que comiam de maneira exponencial. Com 30 dias, acabaram a ração e o dinheiro. Achei que fôssemos falir. Sem querer, descobri aos 12 anos que havia mercado futuro. Vendia os frangos antecipadamente na vizinhança para comprar a ração. Era impaciente. E tinha pavor da pobreza.

E como surgiu a empresa de táxi?
Fiz a empresa em sociedade com o namorado de uma das minhas irmãs. Juntamos o nosso dinheiro e demos entrada em três táxis. Um guardador de carros do Comércio pegou o carro de um cliente, saiu desenfreado e acabou com um dos táxis. Aí fiquei com três táxis para pagar, mas com a receita de dois. Então, decidi que precisava crescer, não por vaidade, mas por necessidade. Quando estava com a empresa de táxi – já éramos 44 carros rodando -, começou o Polo Petroquímico. Vendi tudo para o meu sócio, peguei o dinheiro e financiei os carros da locadora nova. Estava sozinho dessa vez. A partir daí, o Polo deu um boom grande. Em 1979, com 29 anos, comprei os primeiros ônibus, para transportar o pessoal. Aí comprei a primeira concessionária de ônibus e caminhão. Cheguei à conclusão de que não era ético nem inteligente vender ônibus e ser concorrente do pessoal de ônibus. Aí vendi a parte de ônibus e fiquei como fornecedor dos veículos. Nós somos líderes do mercado de ônibus na Bahia, nós vendemos 70% dos ônibus, por conta desse gesto que tive lá atrás, e nos especializamos em frotas corporativas de veículos. E aí, como perdi uma fatia de faturamento de ônibus, falei: “Vou compensar saindo com a LM da Bahia”. Comecei a ir para o Nordeste, com um certo receio da competição no Sul. Escolhi as companhias de água, luz, gás. Quando começamos a ter volume, aí desci para ir São Paulo, Minas, Rio e Brasília, sempre focando em nichos específicos de mercado.

A que se deve o seu sucesso?
Nós temos os nossos valores e o principal deles é o foco no resultado. Cumprimos os nossos pactos e não precisam estar escritos em lugar nenhum. Digo que essa é a  nossa característica  mais forte. Primamos pela excelência no pós-venda. Outro valor muito forte é que nós confiamos nas pessoas. Elas podem fazer negócios como quiserem, contanto que não saiam desses valores. O que faço é transmitir isso para a minha primeira linha de liderados, que são os diretores, para que reverberem isso até a ponta. Tenho uma saudade tremenda da época em que estava na linha de frente, fazendo negócios. Hoje, estou mais para psicólogo que empresário. Pergunto se a pessoa está feliz e ela diz: “Mais ou menos”. Mais ou menos, não! Chego junto, e pergunto: “O que é que você tem? Desabafa para mim!”. Viro psicólogo. Isso não tem a ver com o negócio, mas tem. Não há como tirar de uma pessoa que esteja exausta, que não esteja motivada. Cabe a nós, líderes, motivá-la.

Como faz para motivá-las?
A minha administração tem alguns requintes, mas é muito simples. O pessoal diz: “Ah, Luiz, por que você investe em arte?”. A arte motiva as pessoas, desperta nelas paixões. Não é que seja bonzinho, mexo com isso conscientemente. A gente tem oficinas internas, tem coral, um grupo de teatro. As relações interpessoais melhoraram desde que isso começou, há dez anos, e houve uma melhoria da produtividade. Nós temos programas de bolsas de estudos. Nós acreditamos na educação como caminho para o desenvolvimento. Por isso que, mesmo querendo trabalhar, ser empresário, nunca deixei de estudar à noite. Por que fiz Economia? Porque queria entender, me sentia inseguro em tomar posições.

Mas muitos empresários desprezam a educação universitária e dizem que empreender é um dom.
Não, claro que precisa. Não existe milagre. Nós estamos discutindo fazer uma faculdade dentro da nossa organização para fabricar vendedores. O Brasil está perdendo posições em competitividade. O resto do mundo não está parado. Ou o Brasil determina, politicamente, que educação é prioridade, ou vamos continuar patinando. É impressionante como os dados da economia estão atrelados ao crescimento educacional. Então, esse papo de alguém dizer: “Ah, fulano é empresário intuitivo”. Isso foi lá atrás. Não posso ser presidente de um grupo hoje se não entender de contabilidade, de TI, de RH. Tem que entender e gostar de gente. Eu adoro gente! Sou louco pelos meus clientes! E adoro servir. É explicando esse conceito que invisto hoje o meu tempo; é treinando as pessoas a raciocinar, a serem proativas, a ver que estão aqui para servir. Tenho que transmitir lições de empreendedorismo, e dizer: “Produza, traga resultados, que eu partilho o lucro com você”. Um percentual dos lucros é dividido com 83 líderes e, a partir de 2015, vamos partilhar com toda a base, para que todos estejam envolvidos. Assim como descobri, lá atrás, que precisava partilhar o meu lucro nas caixas de fósforos para ampliar a minha arrecadação, isso serve hoje, de forma mais técnica.

O senhor mencionou a sua experiência na infância. De onde acha que veio o talento daquele menino?
Ele era um doido. Deixou de jogar bola, deixou de andar de bicicleta, não  frequentou  clube  social porque não tinha dinheiro e achava isso supérfluo. Não existe almoço grátis. A vida é uma questão de escolha. Fiz a escolha pelo trabalho. Certo ou errado, fui feliz com isso. Por isso quero saber sempre se essas pessoas que sonham o meu sonho estão felizes.

Diante desse cenário econômico ruim, quais são as perspectivas para a LM?
Para tudo, você tem que aplicar um remédio. O nosso remédio não vai ser o amargo e tradicional, que é reduzir o negócio, gerando o desemprego. Já marquei uma reunião nacional da nossa força de vendas, e vamos ampliar, empregar mais, para participarmos de uma parte maior desse bolo menor da economia. Há também uma terceira opção nesse contexto, que é a consolidação, ou seja, a compra de empresas menores para que você se torne maior e use a escala. Estamos optando pela do meio, mas estamos olhando, também, algumas eventuais aquisições para nos tornarmos maiores.

Pode revelar quais seriam essas aquisições?
Diria que iremos, geograficamente, a lugares onde nunca fomos e para segmentos em que não atuávamos.

É comum ouvir queixas de empresários sobre os poucos investimentos em outros modais, além do rodoviário. Como ficaria o transporte viário num cenário futuro em que ferrovias e portos deslanchem?
Se observarmos os países desenvolvidos, a malha ferroviária é enorme, principalmente servindo ao escoamento da produção. O Brasil fez a opção do transporte rodoviário e faltou ao país poupança interna. Precisávamos estar investindo mais de 20% do PIB nisso, e nós não temos esse dinheiro. Nossa poupança, em relação ao PIB, está na faixa de 16%, 17%. Com esse percentual, nós nunca vamos atingir o desenvolvimento. O país tem que levar a sério as parcerias público-privadas. Não tem outro jeito. Esse gargalo aí já está acontecendo. O agronegócio, por exemplo, está sendo afetado. As filas de caminhões nas rodovias e nos portos estão gerando muito prejuízo. Esses três gargalos estão piorando o cenário macroeconômico brasileiro e, se não houver uma reversão muito rápida, teremos problemas insuperáveis a médio prazo.

O que o senhor espera de quem for eleito, tanto no governo federal quanto no estadual?
O Brasil carece de algumas reformas: política, trabalhista, do judiciário. São reformas que todos os países que estão à frente, como a Alemanha, já fizeram. Mas, hoje, isso nem é mais um pensamento do empresariado; os políticos já falam disso publicamente, da necessidade de se ter coragem de fazer essas reformas. O custo-Brasil é muito alto, o valor dos impostos é alto, até se comparado a países da América Latina. Isso é um problema, mas acredito, ouço e leio que está no radar de quem milita na área política.




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